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Mostrando postagens de agosto, 2020

Leandro Karnal

Eu, a Flavia, a Dé e a mãe íamos viajar para São Paulo. Antes de sairmos da cidade, a mãe resolveu parar numa loja pra comprar uma saia.  A saia que ela gostou custava R$ 4400, bem linda com tule bordado, mas tinha um plástico em uma das camadas. Enquanto ela escolhia, vi um conjunto de lingerie rosa com rosas bordadas. Medi e era gigante pra mim, mas peguei mesmo assim. O conjunto era R$ 84,00, mas passaram duas vezes de 63,45. Questionei o valor e a moça falou que eram juros por parcelar. A mãe ficou com pressa e me deixou pra trás. Peguei o carro do Leandro Karnal para dirigir e segui-las, uma palio weekend prata do meu primo. Elas entraram numa curva que não era o caminho e eu continuei em outra via. Não conseguia falar com elas pra saber se estavam fazendo uma parada. Cheguei num trailer onde o Karnal morava. O lugar era beeem pequeno e bagunçado. Pra ter um pouco de espaço, ele chutou a mesa (daquelas grandes de piquenique). Apoiou um dos pés no banco enquanto me ...

Xampu do careca

 Eu morava num casarão antigo, que ocupava a esquina toda. Em frente, tinha um restaurante de comida brasileira e um bar para jovens.  Não lembro muito dos cômodos da casa, mas o banheiro era gigante. A decoração era escura, com piso e azulejos pretos. O box de vidro era enorme, mas a estrutura dele era de madeira (que já estava bem empenada) e estava pintada de azul claro.   O conhecido veio da Bahia e pediu para alugar um dos quartos do casarão enquanto se estabelecia em Curitiba.  Logo no primeiro dia, ele ocupou todas as prateleiras do banheiro com xampus, condicionadores e outros produtos para o cabelo. Não me deixou nenhum espaço e aquilo me deixou bastante incomodada, ainda mais por ele ser careca!  Falei que eu precisava tomar banho, porque precisava comer a feijoada do restaurante vizinho. Pedi pra ele não demorar muito no banheiro e insisti que a namorada dele também fosse, mas ela estava na Bahia. Almoçamos feijoada e o estacionamento do restaura...

Escada caracol

Estava trabalhando num evento que parecia interminável, chato pra cacete, com pessoas que não gosto. Uma das mulheres que estava junto comigo falava sem parar, sobre coisas que eu não queria saber. Quando finalmente o trabalho terminou, todo mundo foi comer churrasco grego, mas era um troço tão nojento e gorduroso que resolvi ir embora. No meio do caminho, o carro onde eu estava se transformou numa bicicleta e eu tinha que fazer muito esforço pra pedalar. Apareceu um cara cabeludo da época da faculdade pedalando também, achando que era um passeio romântico a dois (ele tá careca hoje em dia). Acabei me desequilibrando (acho que foi de propósito) e caí numa mata que tinha perto da estrada. Rolei com a bike na floresta, me enchi de lama e folhas. Comecei a caminhar pra ver se conseguia sair de lá e acabei achando minha bolsa (só aí percebi que estava sem ela) toda revirada, cheia de lama dentro também, mas com dinheiro na carteira.  Caminhei muito até encontrar uma escada em caracol, ...

O rato e a pousada

 Sonho I - o rato      Namorava um moço que tinha um cachorro enorme, parecido com um dog alemão, mas com a cara de um buldogue inglês.  O cachorro ficava na sala da casa, que não era muito grande, e urinava por todos os lados. Meu namorado pediu pra eu limpar a sala, mas enquanto eu puxava o xixi com um rodo, o cachorro corria pela casa igual um doido com a língua pra fora, fazendo mais xixi ainda.  Meu sonho foi interrompido com um pensamento de um rato escalando a janela do meu quarto. Acordei morrendo de vontade de fazer xixi e pensando no rato imaginário.  Sonho II - a "pousada" Saí numa viagem de carro com alguns tios e primos. Éramos mais de dez pessoas, mas milagrosamente todos cabíamos confortavelmente no carro.  Num ponto da estrada, que era de chão e com muitas árvores ao redor, meu tio falou que precisava parar porque era meio-dia e ele precisava almoçar. Paramos numa casa pequena e cor-de-rosa, com uma placa de pousada e restaurante. ...

Ethan Hawke

Eu era vizinha do Ethan Hawke e vivia numa casa onde morei em São Paulo. Era uma casa antiga, daquelas com uma entrada envidraçada antes da sala. Ele morava com a mãe dele na frente, onde tinha um terreno baldio na vida real.  Começamos a ficar* (era muuuuito bom) e um tempo depois a mãe dele sumiu, mas ele não deu importância.  Tinha um menininho que ia sempre na minha casa (o menino aparecia do nada) e ficava assustado toda vez que via o Ethan. Um dia, o Ethan tentou me bater e eu me escondi num quarto. O menino disse que ele era um assassino. Pedi ajuda pra uma menina japonesa pra ligar pra polícia, porque eu não enxergava as teclas do celular e aí eu acordei. * carência, né minha filha?

Don't cry for me Argentina

Não lembro em qual cidade eu morava, mas um serial killer estava à solta e mandava mensagens no Facebook da vítima, avisando sobre o próximo assassinato.  Fui convidada a participar de um passeio especial nas Cataratas, pela retomada do turismo no Parque Nacional do Iguaçu pós-pandemia. Chegamos ao ponto de embarque e iríamos em ônibus velhos e enferrujados, doados pela Itaipu. Sentei do lado de um boliviano que estava de regata, shorts e havaianas.   Durante o passeio, apareceu uma onça-pintada e um biólogo explicou que os animais estavam se aproximando cada vez mais dos turistas, porque o parque ficou vazio durante muito tempo. Fiquei apreensiva e olhava para os lados o tempo todo, morrendo de medo.  Na volta do passeio, o ônibus nos deixou num aeroporto. Na rampa de acesso, tinha uma placa indicando a cidade de Santos. Um velho nojento veio me pedir informações, pegou nos meus peitos. Fiquei muito brava e comecei a socá-lo, mas não tinha força nenhuma. Enfiei um l...

Pensão chinesa

Eu trabalhava numa empresa de pesquisa biológica e estávamos ajudando na produção da vacina para o coronavírus. Comecei a sair com um colega do trabalho, bem bonitão. O moço era segurança e ganhava pouco, então ele morava num quarto alugado numa pensão de uma família chinesa. Um dia, saímos do trabalho, passamos numa feira pra comer pastel e tomar caldo de cana e ele me convidou pra ir no quarto dele. Chegando na pensão, ele disse que eu não podia fazer barulho porque não era permitido receber visitas. Pensei em ir embora, mas resolvi ficar. Estávamos no quarto dele (que tinha uma cama e vários guarda-roupas com coisas amontoadas) e dava pra ver a família arrumando o letreiro de neon lá fora, com uma escada. De repente, a dona da pensão entrou no quarto gritando, em chinês, que visitas eram proibidas (sabe-lá como eu entendia). Eu tava sem camiseta e ela disse que conseguiu ver meu sutiã pela janela. Fiquei super envergonhada e fui embora.  

Capitão

Publicado originalmente em 2017 no Facebok: Eu estava numa universidade bem típica americana: uma super piscina, auditórios enormes, quadras esportivas, etc. Um assassino estava à solta no campus e geralmente jogava os corpos dos alunos na piscina.  Eu tinha uns atritos com o capitão do time de basebol, até que estávamos discutindo perto da piscina, ele tentou me bater e eu o empurrei para  a água. Ele não voltava para a superfície, então eu pulei pra ajudar, mas ele tinha sumido e só tinha sobrado uma pilha Duracell no fundo (que eu tinha certeza que era o que fazia o cara "funcionar").  Depois de um tempo, surgiu um concurso de Miss Mundo e Miss Universidade. Todas as participantes ficavam em caixas como Barbies, prontas com vestidos de festa, e só saíam no dia do evento.  Na noite da premiação, eu estava passando no palco para observar as participantes, até que chegou um cara e eu me escondi. Ele colocou uma pilha em cada uma e elas ficaram "vivas"... e aí eu tiv...

Dois de paus

Estava com a Flavia em um bar e marquei encontro com dois homens diferentes, crente que um deles não ia aparecer. Um dos moços chegou e eu fiquei apaixonada instantaneamente. Ele era lindo: barbudo, grande e alto. Sentou conosco, começamos a conversar e logo rolou um beijo maravilhoso.  Tava bem animada... quando o outro moço chegou e me viu beijando o primeiro. Ele disse que tinha 2,03m de altura (?). Ficou um clima bem desagradável e eu não sabia onde enfiar minha cara.  Os dois moços foram embora e acabei voltando pra casa com a Flavia. Chegando lá, ela disse que era melhor levarmos a Emília para um hotel porque ela ainda era filhote e ficaria melhor cuidada. Ela ficaria sozinha até chegar à fase adulta.  No hotel, a recepcionista disse que a diária custaria trezentos reais mais taxa de limpeza do cocô. Achei muito caro e disse que nós conseguiríamos cuidar dela em casa, mas a Flavia não concordou.  Acordei sem saber o final... pra variar.