Xampu do careca
Eu morava num casarão antigo, que ocupava a esquina toda. Em frente, tinha um restaurante de comida brasileira e um bar para jovens.
Não lembro muito dos cômodos da casa, mas o banheiro era gigante. A decoração era escura, com piso e azulejos pretos. O box de vidro era enorme, mas a estrutura dele era de madeira (que já estava bem empenada) e estava pintada de azul claro.
O conhecido veio da Bahia e pediu para alugar um dos quartos do casarão enquanto se estabelecia em Curitiba.
Logo no primeiro dia, ele ocupou todas as prateleiras do banheiro com xampus, condicionadores e outros produtos para o cabelo. Não me deixou nenhum espaço e aquilo me deixou bastante incomodada, ainda mais por ele ser careca!
Falei que eu precisava tomar banho, porque precisava comer a feijoada do restaurante vizinho. Pedi pra ele não demorar muito no banheiro e insisti que a namorada dele também fosse, mas ela estava na Bahia.
Almoçamos feijoada e o estacionamento do restaurante estava lotado. Quando eu ia atravessar o chão cheio de brita, um Celta veio em alta velocidade e eu consegui pular por cima dele e me salvar. Um outro carro veio derrapando da rua e quase bateu em mim também.
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