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Testamento

Minha mãe tinha muitos filhos (sete ou oito, não lembro) e resolveu fazer um sorteio antes de fazer seu testamento. Quem ganhasse, ficaria com todos os bens. Quem perdesse, não teria direito a nada. Mas, para não ser tão injusta, ela ia dar uma viagem de férias para todos nós juntos. Estávamos reunidos na casa dela, que era de madeira, suja, cheia de ratos e coisas amontoadas por todos os lados. Enquanto nos organizávamos para a viagem, descobri que a intenção dela era matar o vencedor do sorteio (não lembro como descobri) e não dar nada pra ninguém. Conversei com meu pai sobre minhas suspeitas e ele disse que já sabia, mas tinha um plano pra matá-la primeiro. A Pirralha foi a vencedora do sorteio. Enquanto cada filho estava arrumando a mala e pegando a passagem, meu pai ficou protegendo ela (o avião estava esperando na porta da casa). Todos os filhos conseguiram embarcar, e meu pai ficou pra trás... e aí eu acordei.

Samauri

Um moço senegalês chamado Samauri estava trabalhando de jardineiro na casa da minha mãe. A namorada dele, Sueci, ajudava na cozinha. Ambos eram refugiados. Estávamos vivendo momentos de tensão por conta do governo, que caminhava para uma ditadura. Meu pai estava desaparecido depois de participar de protestos. Um dia, chegou um caminhão na porta de casa. Samauri veio pedir ajuda, dizendo que os políticos no caminhão queriam matá-lo, porque ele não tinha documento. A Sueci já tinha sido levada por outro caminhão. Expliquei que ele trabalhava em casa e que estava tudo certo com a documentação. Mostrei o RG e outros papeis, mas o levaram mesmo assim. Na minha frente, o colocaram ajoelhado na caçamba do caminhão. Gargalhando, um dos políticos atirou na cabeça do Samauri.

Russian doll

Fui para a Rússia, morar com um cara que conheci num site de relacionamento. Conversava com ele em Inglês (até no sonho eu achava que tava falando tudo errado). Chegando lá, a casa dele era bem simples, da madeira. Ele morava com os pais, irmãos e muitos bichos (vaca, galinha, etc). Um dia, ele e um dos irmãos estavam me esperando com um facão de açougueiro cada. Cortaram minhas orelhas quase inteiras e meu pescoço (só em sonho pra ficar viva). A mãe deles viu tudo e chamou uma ambulância. Os médicos chegaram e colocaram um band-aid, mas ninguém chamou a Polícia nem nada.  Depois, o cara apareceu com um corte de cabelo ridículo, tipo o Ronaldo usava, com a franjinha do Cascão. Eu queria ir embora, mas a mãe dele falou que era assim que as russas eram tratadas.  Consegui fugir, mas não lembro como...

Rosas

Um homem se tornou um serial killer conhecido na China e estava matando mulheres feias. A primeira vítima dele havia sido sua própria esposa, que morreu porque se recusou a plantar rosas no jardim de casa. A partir deste assassinato, as mulheres sempre tinham roseiras em casa, mas isso não garantia que ficariam vivas. Eu estava morando na China e fiquei com muito medo de ser a próxima vítima. Eu trocava de casa com bastante frequência, sempre escolhendo uma que tivesse jardim. Acabei morando numa casa que tinha roseira do lado de fora do portão. As rosas eram lindas, mas eu não sabia cuidar direito delas. Eu sentia que o assassino estava vindo atrás de mim, por causa da minha feiura. Pedi ajuda à polícia, mas não fizeram nada. E aí eu acordei, enquanto estava escondida no meio das rosas.

Rússia

Fui para a Rússia, ser babá de três meninos. Eu, na Rússia, de babá. Logo que cheguei, tive que tirar carteira de motorista… para carrinho de supermercado. Sério, tinha que fazer até baliza com carrinho. Um dia, os meninos queriam muito passear e a gente foi. No meio do caminho, encontramos com o exército, mas parecia apenas um desfile comemorativo. Numa outra quadra, encontramos um outro exército, onde tudo era preto: armas, tanques e uniformes. Esse exército estava de frente para outro, como se fossem começar um combate. Falei pros meninos que precisávamos ir logo pra casa, mas eu não sabia o caminho (não conhecia nada ainda e só falava Inglês). Começamos a correr e a ouvir os tiros... a cada quadra, a gente se escondia em alguma casa e corria de novo... até que eu me perdi deles. Fui passando por vários lugares já em ruínas e senti que os tiros vinham por todos os lados, até do céu. Continuei correndo sem rumo, até que encontrei os meninos de novo. Chegamos à ca...

Restaurante japonês

Eu e o Luiz fomos jantar num restaurante japonês, que ficava no meio de uma favela em São Paulo. Na saída, fui chamar um Uber e uma moça apareceu perguntando as horas, mas veio pra roubar meu celular. Meu celular se transformou numa faca e eu a matei. Enquanto isso, um rapaz que estava escondido atrás de um poste, foi atrás do Lui. O Lui usou um guarda-chuva como se fosse uma escopeta e matou o cara. Fiquei olhando em volta pra ver se tinha alguma câmera filmando, mas o Lui disse pra eu ficar tranquila que nada ia acontecer, que ele já tinha matado outras pessoas. Mais tarde, quando estávamos em casa, um policial ligou avisando que tinha encontrado o celular do Lui na favela. Fiquei morrendo de medo de ser presa, mas o Lui enrolou o policial. Resolvi mudar de casa e ia dividir um lugar enorme com outras pessoas, mas não tinha dinheiro pra pagar uma multa pela quebra de contrato.

Regina Duarte

Essa noite a Regina Duarte saía sem pagar todas as vezes que ia tomar suco onde eu trabalhava, alegando ser uma celebridade e não precisar pagar. Isso me deixava bem puta da vida, porque meu chefe deixava. A lanchonete onde eu trabalhava funcionava dentro de um museu de História nazista, com peças datadas a partir 524 A.C. 524 A.C. (?) Todos os guardas usavam uniformes nazistas, com suásticas em todos os lugares.