O túnel
Não lembro direito como cheguei a um túnel, onde eu e uma multidão (reconheci alguns amigos e conhecidos) tínhamos de atravessá-lo para chegar ao outro lado. O túnel tinha uma boa iluminação, mas não era super claro.
Logo na entrada, recebi uma bolinha de plástico e um porquinho de pelúcia. Um senhor, que se apresentou como guia, entregava os amuletos da travessia.
Conforme fui andando, cruzei com alguns amigos e percebi que a bolinha tinha sumido. Segurei o porco com mais força para não perdê-lo.
Cheguei a uma parte do túnel e o guia falou que dali pra frente eu estaria sozinha e o túnel não tinha mais iluminação. Fiquei com medo e apreensiva, parecia que eu já tinha vivido aquilo e não era bom.
No escuro, senti alguém me agarrando e levando o porquinho. Logo depois, saí numa parte clara e o guia me falou pra sentar num trenzinho, que nos levaria até a próxima estação.
Sentei na primeira cadeira e logo um ex-colega de trabalho sentou ao meu lado. Deitei minha cabeça no ombro dele e ele tentou me beijar. Dei um tapa na cara dele, olhando para a aliança no dedo e dizendo que ele não poderia trair a esposa.
Chegamos a um prédio sem porta, mas dava para ver uma sala envidraçada, onde outras pessoas já esperavam. Peguei uma mesa para subir e entrar pela janela, mas uma moça apareceu e falou pra eu procurar a porta com atenção. Achei uma portinhola que dava para uma escada bem estreita, eu só passava de lado e com um pé de cada vez.
Chegando a essa sala, a moça disse que faríamos a travessia de outro túnel. Me entregou mais três amuletos e eu perguntei se precisava mesmo fazer aquilo, porque fiquei com muito medo no primeiro. Ela respondeu que era necessário.
Meu guia apareceu de novo e falou pra aproveitar, que eu só tinha recebido três amuletos porque tinha conseguido evoluir um pouco.
Acordei com o coração acelerado.
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