Whitney Houston
Eu e a Dé íamos gravar um episódio de podcast com uns caras que ela era muito fã.
Estávamos num casarão antigo, cheio de quartos e salas, que ficava no meio de um sítio no campo.
A Caro estava limpando o banheiro porque eu tinha prometido passar as roupas dela. Fiquei com vontade de fazer cocô e sentei na privada com ela lá mesmo. O vaso era preto, bem bonito, mas ficou muito cheio quando terminei. Tive que dar umas quatro descargas pra descer tudo e aí o vaso mudou pra bege.
Quando saí do banheiro, fui encontrar a Dé e os caras. Eles tinham bolhas que sobrevoavam suas cabeças. Pareciam bolhas de sabão, mas eram pretas metalizadas (parecia mercúrio mais escuro). Quando as bolhas saíam de perto deles e vinham pra cabeça da Dé, ficavam quase transparentes. De alguma forma, eu entendi que elas mediam a maldade das pessoas e o preto não era bom sinal.
A Dé começou a ficar um pouco incomodada com os caras, deu uma desculpa e fomos embora.
O detalhe é que eu cantava, em looping infinito, o refrão de I'll always love you, da Whitney Houston.
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