O restaurante.
Eu trabalhava num restaurante, não lembro a função. Não sei se o final da pandemia já tinha chegado, mas a vida ainda não estava "normal".
O restaurante era uma casa grande, de madeira, mas era mal iluminado, com lustres antigos. O salão estava todo empoeirado, com as mesas bagunçadas e tudo desarrumado.
Estava organizando algumas coisas e chegou um ônibus de adolescentes americanos. Meu chefe falou que era um grupo que já estava agendado e teríamos de atendê-los. Fiquei pensando como faríamos isso com aquela bagunça toda.
Fui recebê-los e, quando me virei, o buffet estava repleto de comida, um verdadeiro banquete. Tudo continuava sujo, mas eles não se importaram.
Uma das crianças me pediu água. Tinha um galão de vinte litros numa bancada e apontei pra ele, dizendo que ele poderia se servir. Ele disse que eu estava ali pra isso e não pegaria sozinho. Peguei um medidor plástico que estava cortado pela metade e enchi. O menino reclamou que a água não estava gelada. Procurei um copo de vidro numa caixa que estava ao lado do galão, mas todos estavam quebrados.
Entrei na cozinha, que estava bem limpa e tinha muita louça organizada e higienizada nas bancadas. Eram uns cinco ou seis escorredores cheios de copos e taças de cristal. Fiquei com dó de entregar um daqueles copos para o menino e não voltei para o salão.
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