China

Empregos escassos e a pandemia ainda crescente no Brasil me levaram a aceitar um emprego em Pequim. Eu ia receber em dólares e recebi as passagens aéreas antecipadamente. 

De segunda à sexta eu ficaria na China e voltaria aos finais de semana para o Brasil. Fiquei meio preocupada de viajar tantas vezes com medo do coronavírus, mas não queria ficar direto lá. 

Cheguei à Pequim e um colega do trabalho me levou para a casa dos funcionários brasileiros. Achei que o estava limpo e ele disse que muitas atividades industriais ainda não haviam retornado, por isso a poluição era menor. 

Na casa, encontrei um colega de trabalho do Brasil. Fui cumprimentá-lo e perguntei se ele estava gostando. Ele ficou meio sem graça, dizendo que era ótimo estar na China, mas eu tinha certeza que ele estava tentando disfarçar algo ruim. 

Em algum momento, os moradores da casa me avisaram que éramos privilegiados e que tínhamos banheiro. Se morássemos num apartamento, teríamos de fazer cocô na varanda. Olhei para um prédio e tinha um moço de cócoras.  

Eu ia demorar muito para aprender Chinês, mas aparentemente eu conseguia entender tudo que falavam na televisão. Achei tudo muito caro, de acordo com os anúncios na TV. 

No meu primeiro final de semana de folga, voltei ao hotel onde eu trabalhava com o Diego. Ele estava trabalhando de novo lá, mas dessa vez usava o paletó bege com shorts, meia social preta e sapato. Ele estava muito triste por ter voltado ao hotel, mas feliz em me ver. 

  
 


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