Boechat e o pinscher

Encontrei o Ricardo Boechat vendendo vinis no meio da rua. Ele estava segurando um pinscher e falou que era a melhor raça, que todos deveriam ter um. Eu tava mais feliz por ele estar vivo, então ele me contou que tinha cansado de ser jornalista e por isso resolveu sumir. Ele disse que eu deveria ter aulas de redação para escrever melhor e me entregou um cartão com o nome do Ian McKellen. 

Logo em seguida, outras pessoas reconheceram o Boechat e as vendas de pinscher aumentaram rapidamente. 

Cheguei ao apartamento do Ian McKellen, que era bem simples. Ele bem simpático, falou pra eu sentar numa cadeira da cozinha. Ele disse poderia melhorar muito meu trabalho, que eu precisava ler e escrever mais. 

Saí de lá e fui até à casa do meu namorado que tinha vinte e poucos anos. Eu me sentia um pouco mal por namorar um moço mais jovem, mas não queria deixá-lo. 

Estávamos pelados na sala, com o Chico e a Piper no braço do sofá, rolando uns amassos, quando os pais dele, que eu não conhecia, abriram a porta. Fiquei morrendo de vergonha, puxei um lençol pra me cobrir e a mãe dele parecia horrorizada. 

Acordei.

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