O vizinho

Morávamos (eu, meu pai e a Flavia) numa casa colada com a do vizinho. Dava para ouvir tudo que acontecia na casa deles e até tinha uma parte aberta no fundo ligando as duas casas.
O vizinho ficou sem telefone, então deixou o nosso para recados (sim, a gente tinha um telefone fixo). Toda hora alguém ligava, a gente batia na parede e o vizinho vinha atender.
Fomos sair de carro, a garagem era super estreita, mal dava para abrir as portas e tínhamos de passar por dentro da casa para chegar à rua (?).
Quando voltamos, fui lavar roupa e vi o vizinho sentado numa piscina de plástico, daquelas bem pequenas, no quintal. Ele tava pelado e fumando charuto.
Cheguei à lavanderia e a máquina de lavar tinha se transformado num vaso sanitário. Fiquei com muito nojo, mas coloquei meus lençóis lá dentro e fui mexendo com uma tábua, pra simular o movimento da lavagem. Olhei para o lado e, milagrosamente, a máquina estava lá de novo.

Peguei os lençóis e coloquei na máquina, bem aliviada.

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