Guerra
Uma guerra acontece no Brasil. Diferente do esperado, ela não acontece por causa da política, e sim por motivo religioso.
Fanáticos da igreja evangélica estão destruindo monumentos culturais e religiosos. A polícia, corrompida, está do lado dos pastores.
Estou na praça Santos Andrade, em Curitiba, e percebo um rapaz muito bonito (barbudo, claro) perdido no meio do tiroteio. Ele é cego. Corro para ajudar, pergunto se posso orientá-lo. Ele aceita.
O moço sugere que a gente vá pelo metrô (a escada é do lado da praça, em direção à João Negrão), mas sei que é uma péssima ideia. Nos escondemos num bar abandonado enquanto os conflitos acontecem, porque sei que não posso deixá-lo sozinho.
Quando a situação se acalma, vamos para um abrigo da resistência. Nos dias que se passam ali, eu o ensino a lutar boxe (ahhh mike tyson)...
Acordo com muita dor nas costas e uma sensação de que tudo aquilo foi real.
Comentários
Postar um comentário