Coreia

Eu estava na Coreia, cuidando de um cachorro branco, peludinho, que tinha um arco-íris nas costas (era do pêlo dele mesmo). Levava pra passear, dava banho, etc. Detalhe: eu não falava nada de coreano, me comunicava com gestos e em inglês, com os poucos que entendiam.

Um dia, estava com ele na rua e começou uma briga entre os torcedores do São Paulo e do Corinthians (na Coreia). No tumulto, o cachorro acabou se perdendo.

Fiquei procurando um bom tempo, mas não achei. Pra não voltar sem o cachorro, peguei um outro da rua e voltei à casa onde eu estava.

A dona, que eu não lembro quem era, não se importou muito, e falou pra eu sair pra passear. Peguei uma bicicleta, daquelas tipo Ceci, e fui num campo cheio de flores roxas, azuis e lilases. O céu estava laranja e o sol se pondo (é uma imagem bem marcante, ainda agora).

Na volta, acabei errando o caminho e cheguei no meio de uma praça. No meio da rua, uma moça chamada Charlie me deu um colchão e falou pra eu ir conhecer a casa dela. Era um bordel.

Uma moça vestida com um robe cheio de dragões, que provavelmente era a irmã mais velha, me apresentou os quartos (tinha até uma suíte presidencial, com lençol vermelho e dragões dourados).

Tava tudo bem e aí a moça do robe começou a ficar preocupada com o horário, os clientes não poderiam me ver ali. Com mímicas, me falou pra pegar minhas coisas e ir embora. Ela me deu uma sacola com palavras-cruzadas eróticas, escritas nos mais diversos idiomas.

Sabe qual foi minha preocupação? Achar uma em português.

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