Albuquerque Guimarães

Eu, minha irmãs e meu pai* recebemos um convite pra ir num casamento em Foz. Não sei em que cidade eu morava.
Durante a festa, três árabes sentaram na nossa mesa e disseram que teríamos de levar uma carga pra eles na volta, que não era droga, mas componentes bem valiosos. Receberíamos R$ 500,00 cada pelo transporte.
Pensei em chamar a polícia, mas o pai achou melhor seguirmos a ordem dos caras, porque eles nos ameaçaram de morte.
No dia da partida, dois dos homens e uma moça vieram nos buscar no hotel, nos entregaram as malas e foram nos levar para o aeroporto. Todos estavam armados com pistolas com silenciadores.
Durante o trajeto, eu pensei várias vezes em pular do carro, mas não tive coragem. Quando chegamos na guarita do aeroporto, um segurança perguntou o nome do meu pai pra ver se estava na lista de passageiros e ele respondeu:
- Albuquerque Guimarães.
Meu corpo gelou. Eu não tinha um nome falso.

Acordei sentindo muito frio e sabendo que teríamos de repetir a mesma coisa em dezembro.

* meu pai faleceu em abril de 2010.

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